O IFMT Campus Lucas do Rio Verde, por meio da Comissão Permanente de Diversidade e Inclusão, promoveu, na última terça-feira (28/04) uma palestra voltada aos estudantes do Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio para discutir o capacitismo, prática de discriminação contra pessoas com deficiência.
A atividade foi conduzida pelo integrante da comissão e professor de Educação Especial do campus, Leonardo Lima, que abordou o tema com base em analogias ligadas ao agronegócio e à biotecnologia. Em sua fala, ele defendeu que a instituição deve ser pensada como um espaço de “biodiversidade humana”, valorizando as diferenças e o potencial de cada estudante.
Realizado em abril, mês de conscientização sobre o autismo, o encontro também destacou a neurodiversidade e o Modelo Social da Deficiência, que entende que as limitações enfrentadas por pessoas com deficiência estão, muitas vezes, nas barreiras do ambiente, e não no indivíduo.
Durante a palestra, foram debatidos temas como autismo, TDAH, transtornos de aprendizagem e transtornos ansiosos, com ênfase na importância de uma escola mais flexível, acolhedora e acessível. A proposta foi reforçar a necessidade de remover barreiras físicas, pedagógicas e atitudinais que dificultam a participação plena dos estudantes.
Para a presidente da comissão e coordenadora do projeto de ensino “Diversidade em Prosa”, professora Maria Carolina Silva, o debate é essencial para a formação de um ambiente escolar inclusivo.
“Falar sobre capacitismo amplia a compreensão sobre as diversidades que compõem cada indivíduo. Ter um olhar humano sobre o outro possibilita também um olhar mais humano sobre nós mesmos. Essa discussão no espaço escolar é fundamental para a construção de um ambiente plural e inclusivo”, afirmou.
O evento também chamou atenção para a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que prevê punições para atos de discriminação em razão da deficiência. Além disso, destacou os efeitos do bullying capacitista, como isolamento, sofrimento emocional e impacto na saúde mental.
Ao final, os estudantes foram incentivados a agir como aliados na promoção de uma cultura anticapacitista, com atenção ao uso de palavras e expressões que reforçam estigmas e preconceitos.



